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Pesquisa

Não tenho a menor intenção de fidelizar os meus ex, mas gostaria de fazer com eles uma espécie de pesquisa de satisfação, como aquelas aplicadas pelas concessionárias de carro. Um tipo particular de avaliação de pós-venda.

É que, algumas vezes, fui o modelo abandonado ou substituído por um concorrente. Outras, fui eu que decidi cortar o combustível da relação. Mas, nem sempre, foi possível entender bem a pane que abalou o negócio.

Algum retorno poderia colaborar com meus esforços de assistência técnica para substituir frases mal-acabadas e atitudes cortantes. Talvez eu descobrisse, em alguns casos, apenas uma falha de cronogramas, por aquele velho desencaixe de tempos e sentimentos.

Como se trata de amor, deixaria sempre a opção “não sei” ao fim de cada uma das perguntas do questionário, que seria mais ou menos assim:

Quais razões justificaram a escolha do produto?

Assinale como positivo, negativo ou indiferente os seguintes aspectos: filhos, família, relacionamentos anteriores, trabalho, situação financeira, grau de instrução, opção religiosa e posição política.

De modo geral, como você avalia a convivência no período?

Quais palavras você usaria para descrever os serviços prestados?

Você fez investimentos para melhoria do produto?

O produto ajudou no desempenho das suas tarefas?

Foi fácil acessar os canais de comunicação em caso de dúvidas ou reclamações?

O que poderia ser aperfeiçoado no nosso processo de negociação?

E, já que perguntar não ofende:

Qual a probabilidade de você fazer uma indicação a um amigo?

Talvez, brincando de apurar índices, o fim do contrato possa se transformar em estatística indolor ou… em risada de aceitação.

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